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RESENHA: Apocalyptica - Plays Metallica by Four Cellos (Porto Alegre)

 Apocalyptica em Porto Alegre
 Bar Opinião, 21/11/2017
   
 Por: Denise Rodrigues   

Eu sou fã de Apocalyptica há quase 10 anos e NUNCA imaginei que eles iriam vir para o sul! E como estou escrevendo esta resenha 12 horas após o show ainda estou eufórica e em êxtase.
   O que aconteceu foi o seguinte: a turnê não contém músicas autorais da banda
(infelizmente), somente os covers do Metallica, pois é em comemoração aos 20 anos do lançamento do Plays Metallica by Four Cellos. Os ingressos começaram a ser vendidos em abril e haviam também o hot pass, que quem comprasse tinha direito a entrar meia hora antes das portas abrirem oficialmente, o que veio a calhar para quem, como eu, o adquiriu, porque estava chovendo em Porto Alegre e um pouco frio (que novidade) em pleno fim de novembro. E havia também o Meet and Greet, que estava à venda no site oficial da banda e era em dólares. Estava muito caro para minha atual situação financeira, o que não me impediu de estar no Meet and Greet! Acontece que a produtora fez duas promoções valendo Meet and Greet e uns dias antes do show a banda cancelou o mesmo. Então apenas eu e a Giovana, que fomos às ganhadoras da promoção, que participamos! Foi maravilhoso! Eicca, Paavo e Mikko vieram e como éramos só duas, conseguimos conversar bastante com eles. Foram muito simpáticos, fizeram piada, falaram de futebol, metal e alemães gays (?). Tiramos fotos, pegamos autógrafos e alfinetei o Nightwish. Foi maravilhoso!
    Voltando ao show: como sempre teve tumulto e muita gente tinha hot pass, o que não me impediu de ficar na grade. Antes do início do show ficou tocando o álbum “Death Magnetic” do Metallica. Segundo o pessoal da produtora “foi escolha da banda”. Mas duas horas e meia ouvindo o mesmo álbum é complicado. Mas isso não foi nada, pois quando Paavo entrou no palco, seguido de Eicca, Perttu e Antero, carinhosamente apelidado de Mr. Cool (que estava muito estiloso de terno), toda a chuva, o frio e a overdose de The Unforgiven III sumiram instantaneamente.
     A primeira parte do show consiste no álbum tocado exatamente como foi gravado há 21

anos. Então, abriram com Enter Sandman, maravilhosa. Foi lindo ver todo mundo cantando junto! A segunda foi Master of Puppets, canção que fez com que Eicca e Perttu desistissem de seus banquinhos e bangeassem com a galera. Master, Master! A terceira foi Harvester of Sorrow, canção da qual não sou muito fã, mas amei ver o Antero brilhando nessa faixa. The Unforgiven foi à próxima, linda demais! Está cantei até ficar sem voz! Depois temos uma das minhas favoritas do Metallica: Sad But True. O arranjo deles pra essa música é bom demais. Depois um dos meus covers favoritos: Creeping Death! Sem palavras pra expressar o quanto gritei e me emocionei nessa. So let it be written, so let It be done, to kill the first born Pharao son, i’m Creeping Death!!!!!!!!!
   Depois temos Wherever i may Roam, que fica linda demais com eles, apesar de também não curtir muito a original. E pra fechar o setlist “acústico” temos Welcome Home (Sanitarium) que mais vez vemos Antero brilhando. Pareci que ele estava em um teatro, tocando com uma orquestra. O cara é muito foda!
Depois tivemos um pequeno intervalo, em que eles trocaram de roupa e Perttu voltou com uma camiseta do meu anti herói preferido: The Punisher. Morri ainda mais de amores hahahaha. Abriram a segunda parte do show com a linda Fade to Black, onde, no meio da canção, Mikko se junta aos colegas de banda no palco. Como sou acostumada a ouvir os covers do Metallica sem a bateria, achei que não iria ficar bacana, mas me enganei redondamente! O arranjo das canções com o Mikko ficaram fantásticas.
   A segunda foi For Whom the Bell Tolls, seguida por Fight Fire With Fire, que fez a galera pular e bangear muito! Until it Sleeps foi cortada do setlist, não sei por que cargas d’água. Fiquei chateada, é uma das minhas favoritas da época anos 90 do Metallica, mas, paciência. Depois tivemos a instrumental Orion, que foi tocada lindamente e Escape, que, segundo Eicca nunca foi tocada ao vivo nem pelo Metallica e por eles não era tocada desde de 1993 (o ano que nasci, credo) e havia uma razão para isso. Mas tenho que dizer, eles estavam errados! A música é boa e funcionou muito bem com os cellos. Após, temos uma das minhas favoritas com eles: Battery!!!!!! Essa sim gritei, pulei, me descabelei, cantei e amei ver o headbanger duplo do Eicca e do Perttu bem na minha frente do fim da música! E “fechando” o show tivemos Seek and Destroy, que não precisa de apresentação! Foi uma das mais cantadas, o opinião tremeu! Eles saíram do palco e ficamos fritando: “One more song, one more song!” Sabíamos que eles iriam volta, né? E voltaram para mais dois clássicos: Nothing Else Matters e One!
     Não tenho palavras suficientes no meu vocabulário para descrever a emoção de ouvir esses dois covers ao vivo. Nohting Else Matters é uma canção icônica no mundo da música e sempre é lindo ouvi-la. Depois, eles perguntaram se queríamos mais uma canção e eu disse para o Perttu “Two More” e ele sorriu para mim. Fiquem calmos, ainda estou viva. Antes de tocar “One”, Eicca fez um discurso falando sobre como temos que nos amar, amar as pessoas ao nosso redor e vivermos em paz. Foi um dos momentos mais emocionantes da noite. E depois, infelizmente, acabou de verdade. Um dos caras que trabalha com eles me deu setlist, o qual guardarei com muito carinho, junto com as fotos, os vídeos, as lembranças, enquanto espero o novo álbum e um reencontro. Apocalyptica, vocês são demais! Mina Rakastan Sinua!!!  ❤ ❤ ❤ ❤
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