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Entrevista: Sacrificed


A entrevista desta semana é com a banda mineira Sacrificed, a banda é formada atualmente por Kell Hell (Vocal), Diego Oliveira (Guitarra), Ronan Lopes (Guitarra), Thales Piassi (Bateria) e Gabriel Fernando (Baixo). Conversamos com o membro fundador Diego, onde ele nos conta um pouco da história da banda, gravação do primeiro álbum é muito mais, confiram:

EC - Primeiramente gostaria de agradecer por terem aceitado realizar a entrevista para o Elegia e Canto. Vocês poderiam falar um pouco como surgiu a ideia de formarem o Sacrificed?
Diego: Obrigado pela oportunidade de falar um pouco sobre o  nosso trabalho!

A Sacrificed veio de um cover do Metallica, que meu primo Gustavo (baterista) e nosso amigo Gabriel (baixista) tínhamos na adolescência, em meados de 2006.  Posteriormente o Vitor (guitarra) e o Fabrício (vocais) entraram na banda. Era muito divertido e nos deu uma base muito boa como banda, porém depois de um tempo sentimos necessidade de tocar nossas próprias composições. Sacriffice foi o nome da banda. Gravamos um EP, o Streets of Fear, e fizemos shows em várias cidades de Minas Gerais com essa formação. Em 2009 o Fabrício decidiu sair da banda por questões familiares.  Fizemos alguns testes com vocalistas, mas foi difícil encontrar alguém que encaixasse em nossa proposta. Então surgiu a id éia de chamar a Kell. Na época ela tinha acabado de sair do Helltown. A partir daí muita coisa mudou. Além da sonoridade, nossa postura como banda, nossa projeção e comprometimento foram para outro nível. Nasce a Sacrificed. Atualmente a formação conta comigo e o Ronan nas guitarras, Kell nos vocais, Thales Piassi na bateria e o Gabriel no baixo.


EC - Percebemos diferentes nuancias na sonoridade da banda, passagens mais progressivas, outras vezes melodias sinfônicas. Quais bandas influenciaram o Sacrificed? E como vocês descreveram o som da banda? 
Diego:Descrever o som da banda é sempre a pergunta mais difícil de todas! (risos). Heavy Metal Moderno talvez seja o termo que mais nos aproximamos. Quando gravamos o The Path ofReflections havia muita influência deEvergrey, Lacuna Coil, Mercenary, ArchEnemy, The Agonist, Amaranthe, Dream Theater e logicamente do Metallica. Uma grande salada (risos). Como marinheiros de primeira viagem, ainda estávamos procurando nossa identidade. Muitas pessoas associam nosso som ao Gothic Metal, por termos uma mulher nos vocais, porém estamos muito mais para a escola sueca de heavy metal, como In Flames, Soilwork e outras do estilo.



EC - Vocês fazem parte dessa nova leva de bandas que surgiram em Minas Gerais nos últimos anos. A cena no Estado sempre foi muito forte, originando grandes nomes como Sepultura e Sarcófago. Vocês poderiam falar um pouco, como está a cena mineira na atualidade? 

Diogo: Os mineiros são muito exigentes , talvez por isso as bandas que “sobrevivem’ sejam tão boas. Nesses anos tocando, já vi dezenas de bandas sensacionais aparecerem e desaparecerem em BH. Grande parte dos músicos migraram para o cover e os eventos autorais foram perdendo força, dia após dia, por desinteresse do público, falta de estrutura e outros vários motivos. Continuam na luta os apaixonados (ou muito loucos). Hoje posso citar o Eminence fazendo um trabalho excelente e consistente no exterior, mostrando que BH não vive apenas de saudosismo. Bandas como D.A.M, GodAlien, Dinnamarque, Wisache, Colt 45, For BellaSpanka e Drowned também fazem ótimos trabalhos, vale a pena conferir.


EC - Com a saída do primeiro vocalista, Fabrício Áureo, podemos dizer que marcou um capítulo da história da banda se encerrava. Como se deu a escolha da KellHell para assumir os vocais da Sacrificed?
Diego: Um pouco antes do Fabrício sair, fizemos um show com a Helltown em Cataguases/MG. Foi ai que conhecemos a Kell.  Se não me engano, ela tinha completado 18 anos, mas já mandava muito! Quando ficamos sem vocal, fizemos vários testes. Já estávamos entregando os pontos, quando eu propus para o pessoal que fizemos um teste com ela. Kell também topou. Era nossa última cartada. Inicialmente foi bem estranho ver as músicas do Streets ofFear na voz dela (risos), mas foi melhor ainda pensar nas novas possibilidades e caminhos que poderíamos buscar. A Kell tem um timbre bem dela e isso foi determinante na nossa decisão. Sempre foi importante para gente soar como a Sacrificed, e não como banda tal ou banda tal. No começo foi desafiador, porque mudamos um pouco nossa maneira de compor, de enxergar as músicas, alteramos a afinação, além da vontade de soar mais pesados. Daí surgiu nosso primeiro CD.


EC - Em 2011 vocês lançaram o primeiro álbum "The Path ofReflections". Sendo considerados  "Banda Revelação" pelos leitores da revista RoadieCrew, no mesmo ano. Vocês poderiam falar um pouco do processo de criação das músicas do "The Path of Reflections" e o que significou para vocês estarem entre as revelações da RoadieCrew?
Diego: Nosso primeiro CD demorou  2 anos para ficar pronto! Aconteceram muitos imprevistos no meio do caminho, além da nossa necessidade de lançar um trabalho com o melhor que tínhamos na época. O The Path foi gravado pelo Renato Kojima (Rosa Ígnea) em seu estúdio. Captação das guitarras, mixagem e masterização ficaram por conta do André Márcio e o Allan Wallace do WZ estúdio. O lançamento e distribuição ocorreu através da Shinigami Records.  Somos muito gratos ao Willian Sakamoto, por confiar em nosso trabalho da maneira que ele confiou. Fomos a primeira banda nacional lançada pelo selo, mesmo sendo nosso primeiro trabalho. A escolha pelos leitores da RoadieCrew foi extremamente gratificante, pois coroou todo o trabalho que tivemos para lançar esse CD, ainda mais em uma época que as mídias sociais não eram tão forte quanto agora.



EC - Em 2012, vocês lançaram o primeiro clipe "Call Of Insanity". E confesso que aquelas imaginas iniciais deixam o vídeo meio perturbador, mesmo que acompanhados da bela voz da Kell. Como foi a ideia de fazerem um vídeo daquela maneira?
Diego: Queríamos algo perturbador, que dialogasse bem com a letra da música. Então o Rodrigo, hoje marido da Kell, trouxe essa idéia. As imagens foram retiradas do Secret Tape 333-333-333, com cenas reais de pessoas com distúrbios mentais. O Rodrigo quem produziu, gravou e inclusive atuou no clipe. Começamos a trabalhar as 5 da manhã e paramos após as 22 horas, tudo gravado no mesmo dia.  Os últimos takes foram do Rodrigo vestido com a camisa de força e as unhas detonadas. Interpretar um louco, depois de uma maratona de mais de 15 horas, não foi muito trabalho para ele, que já estava pirando! O resultado foi mais real do que imaginamos (risos)


EC - Vocês já realizaram shows ao lado de grandes nomes do metal internacional como Eluveitie, The Agonist e Kamelot. Como foi tocar ao lado dessas bandas? 
Diego: Ser banda de abertura em eventos grandes é sempre muito difícil, pois além dos imprevistos, tudo é  muito corrido. Montar correndo, passar o som (se der), tocar, desmontar correndo e ai sim respirar. O público não está lá para ver o seu show, então você tem que chegar com o pé na porta e dar os seus 110%. Apesar de tudo isso, todos esses eventos, tivemos um retorno maravilhoso da plateia.  Não existe nada mais gratificante do que ver as pessoas cantando a sua música, batendo cabeça e retribuindo a energia que estamos passando no palco. Por fim, compartilhar o palco com esses monstros do metal mundial é uma aula. Postura, pontualidade, qualidade de som, execução das músicas, timbragem dos instrumentos, ficaram como referência para a Sacrificed. O Simon McKay do The Agonist, após o show, veio elogiar o nosso batera. O Thales ficou uma semana sonhando com isso! Recentemente também realizamos um sonho de tocar ao lado do Lacuna Coil. Foi uma experiência única!

EC - Em março desde ano, vocês lançaram o vídeo clipe do novo single "Shame", ela tem uma letra realmente forte, e as linhas vocais da Kell a deixam ainda mas viciante. Qual foi o conceito ou inspiração para composição dessa música?
Diego: Shame fala sobre a guerra no oriente médio e o interesse das grandes empresas em manter essa situação.  Ela nasceu de uma jam durante o ensaio. Eu comecei a tocar um riff, o Thales entrou com a levada e daí fomos desenvolvendo. Foi uma idéia que fluiu muito bem.Tentamos fazer algo mais direto, mas que soasse completo. A Kell trouxe a letra pronta no ensaio seguinte e fechou. No The Path, eu fui o responsável por todas as músicas e também pelas letras. Já no segundo CD queríamos que a participação de todos fosse maior. O interessante é que essa música foi a última que fizemos na pré-produção do segundo álbum.  Meio que já tínhamos selecionado as músicas que entrariam, mas gostamos tanto dela que não podia ficar de fora.


EC - Vocês estão trabalhando na gravação de um novo álbum? Ou teriam alguma novidade que gostaria de dividir conosco?
Diego: Estamos encerrando mais um longo processo de gravação. Em breve anunciaremos a data de lançamento do ENRAGED, nosso próximo álbum. A empolgação está no máximo, porque estamos loucos para mostrar a nova cara da banda. Foram 6 anos desde o nosso primeiro trabalho. Aprendemos muita coisa nesse meio tempo, evoluímos como músicos e crescemos como pessoas. Muito da nossa personalidade está nesse trabalho.  Além disso também estamos ansioso para cair na estrada novamente e mostrar a Sacrificed para o  mundo!


EC - Novamente gostaria de agradecer por terem aceitado realizar a entrevista para o Elegia e Canto. Vocês poderiam deixar uma mensagem para os nossos leitores?

Diego: Agradecemos o convite e ficamos muito felizes de contar um pouco sobre a Sacrificed para vocês. Em breve anunciaremos as datas de lançamento de nosso novo CD, junto com a turnê de divulgação e será um prazer conhecer todos vocês pessoalmente.
Forte abraço

... listenthecallofinsanity!! 



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