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Entrevista: Project46


A entrevista exclusiva desta semana é com o fenômeno nacional, Project46 formado por Vini Castellari (Guitarra) , Jean Patton (Guitarra), Caio MacBeserra (Voz), Baffo Neto (Baixo)  e Betto Cardoso (Bateria). Conversamos com o Caio, líder da banda, onde ele nos fala do inicio da carreira, gravação do novo álbum Tr3s e muito mais, confiram: 

EC - Primeiramente gostaria de agradecer por terem aceitado realizar a entrevista para o Elegia e Canto. Vocês poderiam falar um pouco como surgiu a ideia de formarem o Project46?
Caio: Bom, antes de responder esta pergunta. Eu que fico honrado em participar deste bate papo.
O Project46 começou como uma ideia do Vini Castellari e Jean Patton (guitarristas), que de inicio seria uma banda instrumental, mas como o riffs estavam bem elaborados eles viram que precisavam de uma interpretação a mais. Foram atrás de um frontman.
Na época eu Caio MacBeserra era baixista de uma outra banda de metal, e fui convidado a ir em alguns ensaios, pois nós conhecemos a anos, somos amigos de infância. Assim que escutei o arranjo, da que na época a musica denominada TOMORROW, eu fiquei espantado. Fiz uma letra para o arranjo que escutei e apresentei para eles. E quando cantei a ideia, foi decisão unânime da banda, que assumisse esse posto. Na época a banda era formada pelo Vini e Jean nas guitarras, Rafael Yamada no Baixo, e Gui Figueiredo na Bateria. Assim que assumi os vocais já começamos o processo de gravação do EP e caímos pra estrada.

EC - O primeiro EP da banda o "If You Want Your Survival Sign Wake up", lançado em 2009, tem todas as suas músicas cantadas em inglês. Já o primeiro álbum do Project46, "Doa a Quem Doer", que foi lançado em 2011, as músicas são cantadas em português. Porque resolveram realizar essa mudança?
Caio: Na verdade, foi nada mais que um test que fizemos na gravação do Doa a quem doer. Que por sinal foi gravado inteiro em inglês, Iria chamar Feel that. No final das gravações o Adair Daufembach (Produtor de todos os álbuns da banda) e o Vander Caselli Técnico de P.A do Krisium e amigo nosso de longa data. Sugeriu que nós fizéssemos um test fazendo uma versão da TOMORROW em português para entrasse de Hidden track do disco.
E quando ouvimos o resultado foi unânime. Que em português soava muito mais agressivo, e a percepção era mais imediata, e as letras que já eram pesadas em inglês, ganharam mais peso.
Resultado.. Regravei o álbum todo em 3 dias em português. E já no show lançamento do álbum foi sold out no Inferno club aqui em São Paulo e começamos a  despertar a curiosidade da galera. Assim fazendo que Project46 começasse a fazer show por todo Brasil, e tbm no Chile.

EC - Em 2012, vocês realizaram o seu primeiro show internacional no Maquinaria Festival no Chile, onde se apresentaram ao lado de bandas como Cavalera Conspiracy, Stone Sour e Slayer. Como foi essa experiência, do primeiro show no exterior?
Caio: O Chile é lugar incrível, sempre que tocamos lá é uma energia fora do normal. Acho que deve ser pq é normal da cultura deles escutar e consumir mais sons pesados. Quando fomos chamados para participar do evento, deu um certo frio na barriga pelo o tamanho do evento, nunca tínhamos tocado em evento grande nem no Brasil. Mas quando chegamos ao aeroporto de Santiago e vimos que tinham fãs da banda esperando no aeroporto... Nos sentimos em casa.
Subimos ao palco num calor de rachar e com sangue nos olhos, e fizemos a galera pular, e MUITO. Ficamos tão pasmo com a galera que fizemos um clip onde a maioria das cenas são deste show. Vcs podem conferir no video clip da musica Acorda pra vida. link https://www.youtube.com/watch?v=ZXn-51SeIBQ

EC -  O segundo álbum, "Que Seja Feita a Nossa Vontade" foi lançado em 2014 , nele vocês trabalharam ao lado do experiente do produtor Adair Daufembach. Como foi trabalhar com ele na produção do álbum? O que influenciou na história da banda esse lançamento?
Caio: Além de ser um excelente produtor, ele é excelente amigo. Que entende e veste a camisa das bandas que ele produz. O tornando um conselheiro e um novo integrante pra banda.
No QSFNV queríamos soar mais pesado ainda que DOA A QUEM DOER, queríamos nos superar, e cravar nosso nome no metal nacional. Então caprichamos nos arranjos e nas letras pra que os fãs sentissem o mesmo sentimento de indignação, por toda fraucatua e pilantragem que imperava e ainda impera em nosso País. Queríamos ser o tapa na cara, para que as pessoas acordassem. E esse sentimento foi captado com maestria pelo Adair equalizado e prensado no QSFNV.

EC - O Project46 se configura como umas das bandas nacionais, mais populares da nova geração. E isso resulta, com que a banda esteja frequentemente entre o cast dos principais festivais do Brasil, como o Rock 'n' Rio e Monsters of Rock, e dos festivais que valorizam o metal nacional como o Roça n' Roll, Hell in Rio,  Porão do Rock e recentemente vocês foram confirmados no Goiânia Noise Festival. Qual a importância para banda participar desses eventos? E como é tocar para públicos que, muitas vezes ainda, não conhecem o trabalho da banda?
Caio: Isso é resultado de um longo trabalho de dedicação de cara integrante com o seu instrumento, dos integrantes com a banda, e da banda com os fãs. Nós sempre damos a importância maior aos fãs, então nunca deixamos erros e falhas serem repassado aos fãs. Sempre lançamos algo de com máximo de qualidade que conseguimos, tem que ser impecável. O Audio dos Álbuns, audio dos shows, videos e artes de como isso tudo isso chegam aos fãs. Acredito que esse cuidado fez que promotores dessem mas credibilidade ao trabalho da banda. E nos colocou nesse circuito dos festivais pelo Brasil.
E tocar em festivais é sempre um experiencia impar. Pq são na maioria desses que conseguimos fãs novos. Por causa da mistura de ritmos que existem em festivais. E a partir que Project46 sobe no palco é pra fazer SHOW, não interessa se é pra 100 ou 100 mil pessoas, damos 446% de nós, para atrair a atenção do fã, e se sentirem representados naquele momento.

EC - Em 2016, o Project46 realizou uma grande série de shows com a "Turnê QSFNV", com mais de 70 shows cruzando 16 dos 26 estados do Brasil. Essa é uma empreitada nova no país, poucas bandas tem se arriscados a realizarem turnês tão grandes no território nacional, e vocês são o maior exemplo que isso pode dar certo. Quais as maiores dificuldades de realizar uma turnê tão extensa como está? Vocês poderiam falar um pouco de como foi a turnê?
Caio: Como qualquer lugar do planeta existem lugares aptos a se fazer um show de qualidade e outros não. A banda tem que ter jogo de cintura para manter a qualidade e constânci., Investimos muito em profissionais aptos e em equipamentos e que facilitam a logística, que são mais PLUG AND PLAY.Isso nos dando tempo, para conseguir resolver outros problemas, que por ventura pode acontecer em uma casa que não esta servida adequadamente a um show mais pesado. Por sermos uma banda fácil de trabalhar e mostramos resultado, tivemos e temos muita procura para shows.

Na tour do QSFNV, foi animal tocamos em muito lugares do País e fora dele como CHILE e USA. Isso nós deu grande aprendizado e maturidade.

EC - A banda acabou de gravar o seu terceiro álbum, o "Tr3s"  em Los Angeles (EUA), ao lado do produção de Adair Daufembach, repetindo assim parceria de suceso do álbum "QSFNV". Quais foram as temáticas trabalhadas no álbum? Vocês realizaram alguma mudança na sonoridade da banda?
Caio: Os temas são mais humanos, problemas que qualquer ser humano na terra tem, e de que em sua maioria tem, e não consegue achar um meio eficaz de resolver.

Como depressão, síndrome do pânico, autoaceitação e paz no espirito, assuntos universais que as tbm em sua maioria são ignorados. Procuramos dar força necessária para que as pessoas encarem seu medos, suas frustrações, consiga passar por esses problemas, sem denegrir outros ou se aproveitar disso. E viver de cabeça erguida e com dignidade.

O Baffo e o Betto trouxeram uma MUSICALIDADE FENOMENAL para esse álbum que foi de suma importância no resultado dele. Colocamos mais climas, fiz vocais limpos para retratar com exatidão o que a letra ou que arranjo estava pedindo. Para fazer que as músicas fossem mais sentidas do que ouvidas.


EC - Vocês fizeram algo inédito para a arrecadação de fundos para o álbum "Tr3s". Ficaram 24 horas online através de várias LIVES interagindo com os fãs sobre viver de música, carreira e principalmente sobre a experiência Tr3s o que impulsionou uma arrecadação de 30 mil reais (durante as transmissões ao vivo), além da interação com mais de 15 mil fãs de toda América Latina. Como surgiu a ideia de fazerem isso para o financiamento do álbum?  É uma experiência que pretendem realizar mais vezes? 
Caio: A idéia surgiu pq queríamos aproximar ainda mais o fã da banda, queríamos estreitar essa relação, e a EXPERIÊNCIA TRES foi, e é isso, explicamos para os fãs como realmente funciona uma banda e custos que uma banda paga para fazer um álbum, para fazer um show, ainda mais uma banda Brasileira e que toca metal, que não é um estilo popular em nosso País. Os fãs entenderam e nos apoiaram. No começo achávamos que iriamos passar algo para nosso fãs. E foi totalmente ao contrario, nós aprendemos e sentimos a energia enviada por cada fã. Cada palavra, cada gesto, isso é uma coisa que mudou a vida e o clima desta banda e estamos ETERNAMENTE GRATOS. 

Não sabemos ao certo se vamos fazer algo parecido, isso depende outros fatores. Mas como disse somos ETERNAMENTE GRATOS, e parabéns a todos. Pq foram vcs fãs... que fizeram esse album ficar do jeito que ficou. Muito obrigado

EC - Em agosto, vocês lançaram o clipe da música "Corre", que está presente no álbum "Tr3s". E o vídeo é realmente de tirar o fôlego, com imagens dos shows, e com o público realmente insano nos moshpit. Acho que ele resume bem a energia dos shows da banda, que particularmente já tive a oportunidade de assisti-los duas vezes. Para vocês o que faz, do show do Project46 uma experiência tão  única?
Caio: Pela sede de querer nós superar a cada dia, sendo no show, como nos álbuns, não dando limites até aos nossos corpos. Para que o fã sinta a mesma coisa, e use nosso show como uma válvula de escape e volte para casa de alma lavada.

EC - Novamente gostaria de agradecer por terem aceitado realizar a entrevista para o Elegia e Canto. Vocês poderiam deixar uma mensagem para os nossos leitores?
Caio: Quero agradecer a vcs pelo espaço, e com certeza vamos fazer muitas como essa.
Ao fãs que estão escutando sem parar o #TR3S, vejo muitos elogios e depoimento que alguns deles, falando que algumas musicas deste album, já mudaram a vida deles...E isso não tem preço é extremamente gratificante, muito obrigado.

Lembrando que dia 03 de dezembro aqui em São Paulo no Tropical Butantã é o show de lançamento do #TR3S. E estão todos convidados a participarem do inicio desse novo ciclo que é o #TR3S. Garanta já seu ingresso no ticket brasil link: https://ticketbrasil.com.br/festival/5489-46festiii-saopaulo-sp/ e VAMOS FAZER O TROPICAL TREMER!!!

Muito obrigado.



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