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ENTREVISTA: Oaklore (Brasil)



Foto Oficial: Oaklore
Olá pessoal! Tudo certo com vocês? A entrevista de hoje conta com a colaboração do músico Alexandre, da banda Oaklore, que nos cedeu as informações sobre a banda e concedeu esta entrevista. Então, desde já, agradeço!


A música Folk, em geral, desperta nas pessoas diversos sentimentos. Com uma abrangência muito grande em temática, melodias e letras, as vertentes da música Folk, como Celtic, Viking, Folk Metal, Folk Rock, e tantas outras, são capazes de nos passar conhecimento sobre culturas, povos, crenças e muito mais, das quais talvez jamais teríamos acesso sem a música.
Temos muitas bandas em cenário mundial, porém, grandes bandas surgem em solo nacional, sem que as pessoas tenham oportunidade de conhecer. E hoje, trago para vocês uma dessas excelentes bandas que recentemente tive oportunidade de escutar, a banda Oaklore
A banda tem como proposta trazer ao público a temática e a musicalidade Medieval. Em suas músicas, além de grandes melodias já conhecidas, também trazem suas próprias criações, baseadas no mundo fantástico, seja de filmes, histórias, livros e até mesmo jogos épicos. O grupo utiliza de instrumentos convencionais como violões, percussão e flautas, mas também de instrumentos típicos, tais como bouzouki, bandolim e outros. Através da incrível voz de Aline Polisello, a música de Oaklore nos remetes a grandes cenas épicas que poderiam ser incluídas como trilha sonora de grandes filmes épicos.


Confira na íntegra esta entrevista exclusiva!



EC: Agradeço a Oaklore por responderem as perguntas do Elegia e Canto, e gostaria de 
Foto Oficial: Oaklore
iniciar perguntando o que motivou, ou seja, quais inspirações instigaram vocês a embarcarem no mundo de músicas Folk/Medieval?
Oaklore: Cada integrante tem sua motivação e inspiração individual. Mas como um grupo, podemos dizer que somos todos muito ligados à música - que formou a base da nossa amizade - e as histórias, principalmente fantásticas. A princípio, o que nos inspirou foram mesmo as histórias. De livros, de jogos e das próprias músicas. Gostamos muito de mitologia, filosofia, fantasia. Gostamos de jogos de RPG, de criar aventuras e personagens. Encontramos um pouco de tudo isso nas diversas variações de músicas Folk. E a ambientação de muitas histórias, principalmente no RPG, é de inspiração medieval. É como a época medieval em um universo de magia. E é pela ideia da ambientação que também cabe no nosso projeto muita música instrumental, pois elas trilham os acontecimentos - e também carregam suas próprias histórias. 
Começamos com a ideia de reproduzir temas de jogos que tivessem essa ambientação medieval e ao mesmo tempo mágica. Agora interpretamos tudo o que tem relação com esse (s) universo (s) e buscamos também musicalizar outras histórias, reais ou fantásticas, além das criadas por nós mesmos.

EC: O Folk, em todas as suas vertentes, tem crescido consideravelmente no Brasil, não só atraindo bandas estrangeiras, como também novas bandas vem surgindo no país. A Oaklore também vem nesta onda da ascensão do estilo no país? Como os integrantes da banda se conheceram?
Oaklore: É bem provável que essa ascensão tenha nos influenciado mesmo que de forma indireta, pois somos também consumidores. Consumimos e apreciamos os sons dessas bandas (velhas e novas) e os filmes, livros, séries e jogos que tratam o tema - e isso só é possível porque eles existem, e porque estão em ascensão. 
Mas surgimos na perspectiva oposta, pois quando tivemos a ideia da banda, nós queríamos simplesmente fazer aquilo que a gente gosta independentemente do custo dessa escolha, então nós nos sentíamos nadando contra a corrente, e não pegando alguma onda.

A Aline e o Chamy se conheceram na adolescência, há mais de 10 anos. Eles se aproximaram através da música, pois compartilhavam o mesmo gosto musical. A Aline era pianista e cantora, o Chamy era guitarrista. Desde essa época, eles vêm formando projetos musicais juntos. Quando o Chamy entrou na faculdade de música, ele conheceu lá o Gustavo, também guitarrista, e então tornaram-se amigos. Gustavo e Aruan são amigos desde a infância e hoje trabalham juntos como luthiers na AMG Luthieria. Todos se juntaram por conta da ideia da banda, que foi possível por compartilharmos as mesmas ideias e interesses.



ECA temática épica é algo vivamente presente nas vertentes da música Folk. Quais as temáticas regem as letras e melodias da Oaklore?

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Oaklore: Assim como em aventuras de RPG, também falamos nas nossas músicas sobre aventuras e batalhas que envolvem guerreiros, monstros e criaturas mágicas, e nos inspiramos em várias histórias mitológicas..., mas também exploramos temas existencialistas e falamos sobre o tempo, a vida, o universo e o mundo dos sonhos. Nossas letras de inspiração medieval trazem a perspectiva da condição humana e questionamentos que, na época, levariam pessoas à fogueira.



EC: A proposta musical da Oaklore exige um conhecimento instrumental bem vasto, pois os instrumentos para este tipo de som vai além do convencional. Vocês já dominavam instrumentos tais como bouzouki, escaleta, tambor xamânico e outros, ou o interesse veio com a ideia da formação do grupo?

Oaklore: Já conhecíamos todos os instrumentos que utilizamos na banda por conta da nossa curiosidade por diversas culturas e diferentes instrumentos. Mas com certeza é através deste projeto que estamos nos aprimorando e tendo a oportunidade de explora-los melhor. E pretendemos inserir cada vez mais instrumentos no decorrer da nossa jornada. Na verdade, a banda é composta por 3 guitarristas e uma pianista profissionais. Mas fazemos de tudo na banda. Todos cantam, todos tocam violão. Um dos guitarristas se aventurou em ser percussionista, e a pianista aprendeu de forma autodidata a tocar flauta transversal, isso antes do projeto. Flauta doce todo mundo explora. A escaleta foi simples porque é o conceito do piano, até mais fácil. O bouzouki é por conta da facilidade de um dos guitarristas em lidar com instrumentos de corda.



EC: Vivemos em um tempo onde a música nacional vem dando lugar ao interesse comercial, deixando a qualidade de som, letra e melodia cada vez pior. Como é para vocês trabalharem no Brasil com um estilo que tem como característica principal abordar, de forma tão rica e vívida, culturas tão cheias de informação?
Oaklore: Para nós está sendo bem interessante, pois nossa preocupação maior era nos expressarmos da forma que nos identificamos musicalmente, interpretando aquilo que admiramos ou que criamos, tudo isso no meio de toda essa diversidade musical. E então, começamos a encontrar muitas oportunidades interessantes para levar as músicas que gostamos para as pessoas. Estão surgindo novas casas com a temática medieval, novos festivais e estamos lidando com um público bastante receptivo e apreciador do estilo. Recebemos mensagens muito bonitas de admiração de pessoas que não conheciam o estilo, ou que costumam gostar de coisas completamente diferentes, e isso nos motiva mais ainda a seguir.


EC: Aproveitando o gancho da pergunta anterior, dá para viver de música neste país, entregando ao público som de qualidade e rico em cultura?
Oaklore: Todos os integrantes vivem do universo musical de alguma forma. Há luthiers, professores de música, e cada integrante tem os seus projetos paralelos. Não que seja tudo exatamente fácil, mas achamos muito importante vivermos de acordo com aquilo que acreditamos e fazermos aquilo que a gente ama. E acreditamos que um trabalho de qualidade sempre vai acolher um número considerável de público, e esse pode ser um caminho para mais pessoas apreciarem nossas músicas.


EC: Vocês iniciaram a trajetória musical com a Oaklore recentemente, mas até onde imaginam ou almejam chegar? 
Oaklore: Nossa meta é apresentar um trabalho bem feito e sermos reconhecidos por esse trabalho. Queremos reviver canções antigas, levando o público a vivenciar outras épocas e culturas, e queremos poder ter a oportunidade de mostrar as nossas criações.

EC:  Vocês já participaram de grandes eventos ou shows pelo Brasil? Onde a Oaklore tem mais ambição em tocar?
Oaklore: Além das casas de shows especializadas na temática medieval participamos de eventos de pequeno e médio porte na capital e no interior paulista. Mas estamos felizes em ver que os festivais têm aumentado no Brasil e, com certeza contamos e esperamos fazer parte do cast dos grandes festivais como o Jantar Medieval da Ordo Draconis Belli, Thorhammer Fest, Medieval SC, entre outros. E quem sabe um convite nos festivais no exterior, não é?


EC:  O que podemos esperar da Oaklore em termos de EPs ou mesmo álbuns completos? Há pretensão para logo breve termos um material gravado da banda?
Oaklore: Sim, estamos trabalhando na composição do material autoral nesse momento usando alguns poemas antigos de trovadores e algumas letras nossas. Queremos dar início a produção do álbum no começo de 2018. Ainda não decidimos se lançaremos um EP ou um disco completo, mas com certeza teremos novidades no ano que vem.


EC: Bom, novamente gostaria de agradecer, em nome da Equipe EC, por nos ceder esta entrevista exclusiva. Aproveito e peço para que deixem uma mensagem para nossos leitores, que agora podem conhecer um pouco mais sobre a banda!
Oaklore: Queremos agradecer imensamente a Equipe da Elegia e Canto por esse espaço que temos para chegar ao público da boa música Folk/medieval. Agradecemos a todos que já nos apoiam nesse projeto e pelas mensagens que recebemos de muitas pessoas parabenizando nosso trabalho. Para quem ainda não conhece a Oaklore, não deixe de nos acompanhar através das redes sociais e conferir nosso trabalho. E gostaríamos de parabenizar o Elegia e Canto por esse trabalho de apoio às bandas que é muito importante para os músicos e para o público.

Página Oficial no Facebook: Oaklore


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