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ENTREVISTA

Entrevista: The Autist (Portugal)


Hail! Hoje, trago a vocês mais uma entrevista exclusiva, aqui no Elegia e Canto! Desta vez, o bate-papo é com a banda “The Autist”. Fundada em 2014, a banda já vinha de outro conceito idealizado pelo guitarrista e fundador Pedro Remiz, que nos concedeu esta entrevista. Com a maior parte dos integrantes em Portugal, a banda ainda conta com participação da russa Polina Psycheya e da alemã Alina Lenisk. A mistura entre os vocais pesados e líricos das duas cantoras, unidos com o projeto de The Autist, traz à tona um som incrível. Quer conhecer mais da banda?


E.C.: Bom Pedro, primeiramente muito obrigado por nos ceder esta entrevista, espero que, através de nosso site, The Autist consiga um público ainda maior em solo brasileiro. E, a minha primeira pergunta, é sobre o conceito de The Autist. Quais foram as principais influências para formar o conceito da banda? 
Pedro: O conceito da banda anda à volta de experimentar com ideias que eu possa ter à cerca do mundo musical e de tantos outros mundos que possam advir da arte. O nome "The Autist" tem origem numa conversa que tive com um amigo à cerca de como os autistas têm os espelhos sociais virados para si próprios, pelo que vivem de acordo com vidas muito introvertidas e isso reflete-se na sua interação com o outro. Achei um tema muito interessante para poder abordar a minha forma de ver a música e recriar esse conceito numa temática muito mais fantástica que abrigasse as minhas ideias místicas. 


E.C.: A banda teve sua formação concluída em 2014 e logo lançaram um trabalho, “Entangled”.

Sobre ele, como foram os feedbacks do público e o que acha que evoluiu no som de The Autist do primeiro trabalho para o álbum “The Coldest Sun”?
 Pedro: Digamos que esse registro não chegou a muita gente - e felizmente. No fundo, esse trabalho (Entangled) contém diversos temas que acabaram por ser demos para que se pudesse escrever um disco como "The Coldest Sun". Penso que a evolução técnica e mental que se deu foi a maturação e a construção da consciência de identidade do projeto - que agora se revela na estética atual da banda ainda que de forma um pouco elementar. 

E.C.: A página oficial de vocês tem como “cidade natal” Portugal e Rússia. Como se dá essa mistura, alguns integrantes são portugueses e outros russos?
 Pedro: Na verdade só um dos elementos - a Polina Psycheya - é da Rússia. Porém, atualmente estamos a trabalhar também com outra artista alemã - Alina Lesnik.  


E.C.: Vocais femininos são um espetáculo à parte na música underground. Já vimos muitas bandas utilizarem vocais líricos, misturados com vocais pesados, mas quase sempre são feitos por apenas uma mulher ou por um homem e uma mulher. Como é ter as vozes de Alina Lesnik e Polina Psycheya fazendo estas variações de forma tão harmoniosa? 
Pedro: O melhor de ter começado este projeto foi a sua evolução no que toca à network da banda. O facto de ter tido a possibilidade de trabalhar com essas 2 vocalistas deu uma identidade intrigante à banda e é evidente que isso se reflete na música que acabamos por fazer. Estou muito satisfeito por terem aceite o meu convite para serem integrantes de The Autist e no próximo álbum do projeto - já em trabalho - vamos ter a acentuação dessas 2 vozes ao longo de todos os temas de The Autist. É uma pena inclusive que não tenham sido elas a gravar já este disco na sua totalidade e algumas pessoas comentam esse facto junto dos intervenientes. 


E.C.: Certamente você já teve que responder esta pergunta muitas vezes, mas acho que é interessante para quem ainda não conhece The Autist, saber a trajetória da banda, então, gostaria que nos contasse um pouco sobre a ruptura da formação antiga para a formação atual da banda. Você pode nos falar um pouco mais sobre o que era a banda com a antiga formação e o que esta nova formação tem de diferente? 
Pedro: Infelizmente não foi apenas uma formação antiga. Foram alguns outros grupos que se quebraram no curso da minha redescoberta pessoal em relação ao projeto. Conheci muitas pessoas interessantes que contribuíram com a sua amizade, talento e determinação para a banda, mas, no entanto, as diferenças e a falta de sintonia geram rupturas que são necessárias para que se possa respirar e entender por onde não se deve ir da próxima vez. Digamos que as primeiras formações foram experimentalismos que nos indicaram o caminho até aos dias de hoje e nos levaram a poder trabalhar com esta formação atual - que se encontra em construção. Ainda vamos ter que construir um novo grupo com prospecção nas atuações ao vivo que estou a planear para o próximo ano, porém, e ainda que muito básico, penso que a maior diferença se situa mesmo na consciencialização da identidade estética que o projeto quer representar. 


E.C.: Vocês abrem 2017 com “The Coldest Sun” para brindar o público. Os vocais pesados e líricos, nem preciso dizer muito, estão magníficos. As linhas instrumentais marcantes e impactantes. Acham que este trabalho representou tudo aquilo que queriam transmitir? 
Pedro: Antes de mais muito obrigado pelos elogios. Foi uma transformação que me permitiu chegar a onde queria e posso dizer que estou bastante satisfeito com a conclusão desse disco porque me permite fechar um capitulo em que me vi muitas vezes perdido sem qualquer direção. Sem descurar o registo, queremos trabalhar muito mais no sentido de definir o legado e a personalidade de The Autist com temas mais maduros e composições ainda mais sólidas que fiquem no ouvido para os registos futuros.


E.C.: Ainda sobre The Coldest Sun, quais os principais elementos e temas que são abordados em suas letras e melodias? 
Pedro: Esse disco aborda entre muitas outras coisas referentes ao conceito de partículas entrelaçadas - teoria de Einstein sobre mecânica quântica - uma temporalidade de intenção na consciência que coloca a vida - o ser humano mais em particular - em movimento. O que nos motiva a viver mais um dia é o facto de termos conhecido algo no passado que nos determina a escolher um caminho em detrimento de outro - é isso que é o destino e é sobre isso que incide a magia de The Coldest Sun. Aprofundando mais um pouco o tema, a estória narra a demanda de alguém em busca de uma química que ardeu como nenhuma outra, mas que, no entanto, começou por desvanecer até se tornar distante e frio. No entanto, o protagonista aguarda para que esse mesmo calor volte a acender-se.


E.C.: Este novo álbum traz influências do som de outras bandas e músicos, ou é um trabalho totalmente único pensado para o The Autist? 
Pedro: Este trabalho tem bagagem de temas que compus há muito tempo atrás para outro projeto que tive chamado Darkside of Innocence, no entanto acabei por achar melhor por atribuir esses mesmos temas a uma marca diferente e é também por isso que nasceu The Autist.


E.C.: The Autist tem algum contato com o público brasileiro? Conte-nos um pouco o que conhecem de nossa cena underground e qual a relação de vocês com o público do Brasil. 
Pedro: Sim e posso dizer que inclusive tenho alguns amigos brasileiros que conheço desde há imensos anos com os quais troco impressões sobre a música e não só. O nosso designer gráfico é brasileiro e tenho tido contato com muitas pessoas aí que conhecem e apoiam os meus projetos de forma incansável. Eu não sou um grande conhecedor da cena brasileira mas há nomes que são titãs no que toca ao metal mundial como é o caso de Sepultura, Krisiun ou também outros que estão a emergir como é o caso dos Semblant (cuja a música até aprecio imenso). 


E.C.: Há alguma possibilidade ou previsão de algum show ou turnê passar por terras brasileiras? Vocês têm essa ambição? 
Pedro: Claro. O nosso objetivo a longo prazo é fazer um tour mundial e o Brasil é um dos destinos potenciais para uma atuação. Aguardamos essa possibilidade. 


E.C: Bom Pedro, vou finalizar essa entrevista lhe agradecendo novamente esta entrevista. Nós, do Elegia e Canto, desejamos que The Autist consiga grandes feitos em sua trajetória. Vou pedir que deixe uma mensagem para o público brasileiro, tanto para aqueles que já conhecem a banda, bem como aqueles que, através desta entrevista, estão conhecendo The Autist! 
Pedro: Obrigado ao Elegia e Canto pela oportunidade de conversa. Esperamos um dia poder chegar a muitos de vós em concerto ou em CD. Cheers

Redes Sociais
Facebook: The Autist Official 
Youtube: The Autist


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1 Comentario "Entrevista: The Autist (Portugal)"

  1. Bom de mais, Pedro Remiz é foda!
    banda perfeita!

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O texto representa a opinião do autor e não a opinião do elegiaecanto.com ou de seus editores

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