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quinta-feira, 11 de maio de 2017

Resenha: Rhapsody no Rio de Janeiro

Rhapsody 20th Anniversary Farewell Tour
     
Quando o Rhapsody anunciou a turnê de reunião comemorativa de 20 anos do primeiro álbum, foi uma noticia que pegou de surpresa todos os fãs. Ninguém esperava ver novamente no mesmo palco Fabio Lione (vocal), Luca Turilli (guitarra), Dominique Leurquin (guitarra), Patrice Guers (baixo) e Alex Holzwarth (bateria). Muitos se questionaram sobre a presença do Alex Staropoli, o tecladista não aceitou participar dessa reunião comemorativa, pois alegou estar focado com os futuros trabalhos da banda Rhapsody of Fire, atualmente ele é o único membro original remanescente na banda. A turnê é focada no seu segundo álbum da banda o Symphony of Enchanted Land, este que está sendo tocada praticamente na integra durante os shows.
   Pela primeira vez em sua história a banda se apresentou no Rio de Janeiro. No dia 6 de maio, data muito aguardada pelos fãs, que esperavam há anos um show da banda na cidade. Desde as 8 da manhã os fãs começaram a formar fila do lado de fora do Vivo Rio. A banda de abertura foi a Armored Dawn que realizou um belo show, comandado pelo vocalista Eduardo Parras com seu vocal grave, que foge dos estereótipos das bandas de power metal, mostrando que é possível sim o gênero se reinventar. Destaque para as músicas Prison e King que surpreenderam muito o público presente.
    Um das características dos shows de power metal são os coros realizados pelo público em cada música. E foi assim que começou o show do Rhapsody com os fãs cantando em plenos pulmões a introdução de Epicus Furos, contudo quando a banda entrou no palco os instrumentos não funcionaram. Contudo esse pequeno erro técnico não prejudicou nem desanimou nem um pouco o público, que após cantarem novamente a introdução de Epicus Furos, foram agraciados com um dos maiores clássicos da banda Emerald Sword, que dava inicio a um show no mínimo histórico para vida de muitos dos presentes.
   
   A primeira parte do show foi composta por tocar na integra as músicas do Symphony I, algumas tocadas pela primeira vez ao vivo nessa turnê como Beyond the Gates of Infinity, Wings of Destiny e The Dark Tower of Abyss. Destaque para a música título Symphony of Enchanted Lands que em seus quase dez minutos na versão ao vivo, somente confirmou porque o Fabio Lione é uma das melhores vozes do metal mundial, sua extensão vocal surpreendia os fãs a todo o momento. Mesmo que o Lione esteja, mas próximo do público brasileiro devido ao seu trabalho em conjunto ao Angra, nada é comparado a ver ao vivo os grandes clássicos do Rhapsody interpretados pelo vocalista ao vivo.

    O clima de nostalgia tomou conta do público com a execução de Land of Immortals, seguida The Wizard's Last Rhymes, uma feliz surpresa a todos os fãs da banda que tiveram mais uma vez a confirmação de porque o Luca Turilli e sem dúvidas um dos maiores guitarristas da história. O show foi finalizado com Dawn of Victory, com certeza uma das músicas com um dos refrões mais poderosos do power metal, pois mesmo depois da banda ter se retirado do palco e se despedido, os fãs continuaram a cantar a música em uma só voz, um coral perfeito que foi um espetáculo a parte.

     A banda retornou ao palco para a realização do bis, com uma sequência arrebatadora de grandes sucessos começando com Rain of a Thousand Flames, tocada também pela primeira vez ao vivo nessa turnê. Seguida de Lamento Eroico que particularmente achei o momento mais lindo e emocionante de todo show, só ouvir essa música ao vivo já valia toda a noite, com certeza muitas lágrimas rolaram no Vivo Rio.

    Holy Thunderforce foi à última música daquela noite e demonstrou toda força e poder do Rhaposdy e porque a banda é um das mais queridas e respeitadas do gênero. Mesmo essa tendo sido uma turnê de despedida, que talvez nunca mais tenhamos a oportunidade de ouvir essas músicas ao vivo, a experiência de estar presente nesse dia foi simplesmente histórica e ficará marcada nos corações de todos que estiveram presentes naquela noite.




Por Daniela Godinho

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