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Entrevista: Soulspell Metal Opera (Brasil)

 

O Soulspell Metal Opera é sem dúvida um dos projetos mais audaciosos do Metal nacional. Combinando elementos do Power e Prog Metal, assim como diversos vocalistas, além de convidados, a banda se prepara para o lançamento do seu  quarto disco, Act IV- The Second Big Bang. Tivemos a honra de conversar com o baterista, compositor e idealizador do projeto, Heleno Vale, que nos contou muito sobre o novo disco bem como diversas outras coisas. Confira.
                             

EC: Segundo o vídeo promocional lançado para divulgar o lançamento do novo disco, Act IV- The Second Big Bang, foram 5 anos de trabalho intenso de produção. A julgar por todos os trabalhos anteriores,  dá pra sentir o quão  difícil é levar à frente um projeto como este, porém desta vez de forma ainda mais audaciosa do que nunca. Conte- nos um pouco sobre esse período.

Heleno: Sim, foram 5 anos de trabalho árduo, onde eu e os principais membros do time do Soulspell, como a Raquel, o Jefferson, o Leandro e a Daísa, investimos cada segundo na produção de um álbum jamais feito pela nossa equipe. A qualidade desse álbum, em todos os aspectos, não é comparável aos anteriores, é muito superior. Além disso, nossa rede de contatos foi ampliada em larga escala durante esse período, o que contribuiu para abrilhantar as interpretações das composições. Esse foi um período onde trabalhamos com mais estúdios e mais pessoas, mais ideias. Isso tudo é só o começo de uma nova era pro Soulspell. Todo esse trabalho não foi um investimento exclusivo nesse álbum, mas sim em estruturar o projeto para os anos vindouros. As peças estão de ajeitando e acredito que o projeto tem tudo para se firmar como um grande nome daqui pra frente.

 EC: Ainda sobre o citado vídeo, nele são mencionados todos os participantes e o número destes dessa vez impressiona bastante. Há integrantes de bandas como Megadeth, The Harp Twins, Stratovarius, ex-Sonata Arctica, Helloween, Rhapsody Of Fire, Ayreon, Avantasia, Angra, Primal Fear, Dr. Sin, Hangar, ex-Iron Maiden e ex-Judas Priest. Como é trabalhar com tantos músicos diferentes, com estilos tão distintos dentro do Metal e metodologias de trabalho idem, fora a questão geográfica? O quanto cada um se envolve no processo de criação?
Heleno: Sim. A qualidade e quantidade do cast é um motivo de orgulho para todos nós. Isso mostra o reconhecimento que o projeto vem galgando ao longo desses 11 anos de vida. Todos são livres para criar, no entanto, a grande maioria apenas executa as linhas que são criadas no período de composições. Quem mais participa desse processo somos sempre Daísa Munhoz, Tito Falaschi, Rodrigo Boechat, Leandro Erba, Thiago Amendola, Cleiton Carvalho e eu. Os solos de guitarra são sempre integralmente criados por cada guitarrista.

EC: Todo o trabalho do Soulspell é envolto em uma história complexa. O que podemos esperar do novo disco com relação ao conteúdo lírico?
Heleno: Eu tento tomar sempre tanto cuidado com a história, artes e letras, quanto tomo com as composições. Eu adoro o fato de o projeto ter vertentes gráfica, literal e teatral que extrapolam o universo do som. Também gosto mais do fato de lançar álbuns contínuos, que contem partes de uma mesma história, como se fosse uma série de TV. Pretendo levar o Soulspell dessa forma até o ato final, onde serão revelados todos os segredos da saga. Nesse ato a história conta o momento quando um brilhante cientista implanta algoritmos próprios nos supercomputadores da maior agência espacial do planeta e acaba descobrindo que o universo está com os dias contados por causa de um super buraco negro. Somente Timo pode conseguir mudar esse destino, mesmo sem saber disso ainda...

EC: Talvez a parte que mais chame a atenção em projetos como o Soulspell sejam os vocalistas. Além de Blaze Bayley e Tim "Ripper" Owens, que participaram do álbum anterior, Hollow's Gathering, temos nomes consagrados como Fabio Lione, Timo Kotipelto, Ralf Scheepers, Arjen Lucassen e Oliver Hartmann. Sei que para um compositor é difícil pensar em algo assim mas, há alguma dessas participações que lhe impressionou mais?
Heleno: Todos se superaram dessa vez. Ralf Scheepers me impressionou bastante, mesmo eu já sabendo que ele faria um grande trabalho. No entanto, cada vez mais, tenho certeza absoluta que a Daísa Munhoz é o maior vocalista que já pisou na face da Terra, deixando mesmo meus grandes ídolos vocais em segundo lugar.

EC: Além das participações internacionais, não podemos deixar de citar os vocalistas nacionais do projeto, que são bastante talentosos por sinal. Vozes que já participaram de lançamentos anteriores, como Daísa Munhoz, Pedro Campos, Victor Emeka e Jefferson Albert se juntam a Dani Nolden, do Shadowside e Andre Matos, este último sempre mencionado pelos fãs para uma participação no projeto. O que você pode nos dizer sobre essa soma de tantos talentos nacionais?
Heleno: Os vocalistas nacionais que participaram desse álbum são parte ativa na banda que faz o Soulspell ao vivo atualmente. Portanto, conheço bastante cada um deles e suas qualidades como pessoas e como vocalistas. Victor Emeka é a maior revelação do Heavy Metal brasileiro nos últimos anos. Ele cantou muito nesse álbum, realizando um trabalho muito superior ao que ele fez no Hollow’s Gathering. Seus trechos aqui são de arrepiar. A Dani, o Pedro e, principalmente, o Andre Matos já são vocalistas consagrados, excelentes. Não há muito o que dizer sobre o que são capazes de fazer dentro de um estúdio. E, novamente, a Daísa Munhoz não tem limites. Espero que um dia acordemos num mundo onde o talento seja mais importante que o nome.

EC: Você sempre menciona o multi instrumentista holandês Arjen Lucassen como uma de suas maiores influências. Em janeiro desse ano vocês lançaram um tributo ao projeto Ayreon, capitaneado pelo músico, tocando o disco The Theory Of Everything na íntegra, porém de uma maneira extremamente ousada, com as músicas cantadas em português, além de um vídeo no Youtube mostrando todos os cantores interpretando suas partes, bem como atores convidados em vários trechos. Quando assisti o resultado final, no dia do lançamento do vídeo eu fiquei muito impressionado com a qualidade em todos os aspectos e, algo sempre me vinha à mente e agora lhe pergunto: Como conseguiram dar conta de um trabalho tão difícil e detalhado para este tributo, paralelamente aos trabalhos com o disco?
Heleno: Foi insano. Foram 2 anos de trabalho só nesse tributo, em paralelo ao álbum e aos meus trabalho fora da música. É algo para se fazer uma vez na vida. Mas valeu a pena. É um trabalho do qual todos nos orgulhamos muito. O Arjen deve estar orgulhoso. E, sim, eu poderia apontar seus últimos 2 trabalhos como obra primas. The Theory of Everything e 01011001 são, simplesmente, geniais.

EC: Vocês também participaram de um outro tributo anteriormente, desta vez ao vocalista Edu Falaschi, com uma versão da música Spread Your Fire. Nela participam Ralf Scheepers e Tim "Ripper" Owens e, foi incrível ver as vozes de ambos em uma canção como esta. Como foi a participação no álbum tributo ao Edu e escolha da música e participações especiais?
Heleno: Eu sempre quis gravar essa música e esse tributo caiu como uma luva. A escolha dos vocalistas foi bem natural. Eu sabia que eles iriam curtir gravá-la, pois ambos adoram desafios. Dessa vez, resolvemos não modificar muito a música, pois ela já é bastante complexa. Então, simplesmente gravamos ela como ela é. Foi um processo bem prazeroso! Grande música!

EC: Fechando a parte de tributos, recentemente o vídeo da versão que vocês fizeram para a música We Got The Right do Helloween atingiu a marca de 1 milhão de visualizações no Youtube. Em vários comentários é notável a boa impressão que os cantores causaram em espectadores de outros países, que muitas vezes desconhecem os grandes músicos que temos no Brasil e muitos elogiam principalmente a Daísa Munhoz por seu timbre e interpretação únicos e o Victor Emeka que chegam a apontar similaridade da sua voz com a do Michael Kiske. Como você vê toda essa repercussão?
Heleno: Está sendo incrível. O vídeo se tornou viral, mesmo sem gastarmos dinheiro com ele. Isso é o mais legal e mostra que o trabalho foi bem feito. Também acho que Victor Emeka fez um trabalho brilhante e tem uma grande similaridade vocal com o Kiske. Friamente falando, atualmente, acho o Emeka até melhor que o Michael Kiske. Torço para que este vídeo siga em sua jornada rumo a mais milhões de views e estou usando-o como inspiração para novos vídeos de sucesso.

EC: Nos dias de hoje o mercado musical apresenta diversas mudanças no que tange a venda de discos e distribuição de música. A coisa se torna mais complexa quando tratamos de um estilo musical como Metal e mais ainda no caso do Metal nacional. Qual é a sua visão do cenário do Metal nacional nos dias de hoje e como o Soulspell se coloca diante dele?
Heleno: É simples. Eu não penso no mercado, pois não vivo disso e faço questão que isso continue assim. Já fui abandonado por gravadoras e agências, e não foi uma só, porque insisto em me manter fazendo as músicas que curto fazer. Jamais vou mudar por causa de um ou de outro. A grande maioria das bandas falam isso da boca pra fora, somente pra mídia ver, mas fazem exatamente o que as gravadoras exigem para que seus trabalhos sejam vendáveis. O Soulspell é um ponto totalmente fora da curva nesse sentido. Eu faço música pensando única e exclusivamente em deixar minha criatividade fluir, faço música para meus amigos, minha família, possíveis futuros filhos e netos. Se mais alguém quiser curtir, ótimo, são muito bem vindos.

EC: No mês de junho o Soulspell se apresentará pela primeira vez no festival Roça 'N Roll, onde fará o lançamento do álbum Act IV- The Second Big Bang. O que podemos esperar para esta apresentação?
Heleno: Muitas músicas do novo álbum! :)

EC: Heleno, muito obrigado pela entrevista, por favor deixe uma mensagem para os leitores do Elegia e Canto.
Heleno: Eu agradeço o convite e oportunidade. Aproveito para pedir aos seus leitores que se inscrevam em nosso canal de Youtube e curtam nossa página de Facebook. Há muitos vídeos novos chegando e vocês podem ter acesso gratuito a tudo isso apenas acompanhando a banda. Muito obrigado e bom segundo big bang a todos!

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2 Comentarios "Entrevista: Soulspell Metal Opera (Brasil)"

  1. Legal ver um cover do avantasia fazendo sucesso no Brasil! Claro, lembro quando o projeto começou em 2006, tocando em pequenos festivais em Lençóis Paulista. Tournou-se muito mais interessante que Angra ou Shaman, bandas atualmente apagadas no cenário do metal nacional. No Brasil é realnente difícil levar um projeto desse nível adiante,sem um alto investimento de capital. Vamos esperar que não repita o Avantasia, que depôs de dois ou 3 discos ficou repetitivo e chato, pelo menos a Daísa canta mais que o Tobias Sammet que é um horror. É isso, SoulSpell, que nasceu praticamente de um Avantasia cover, hoje mostra sinais de idetidade própria. Seria um caso onde um pupilo supera o mestre? Esperemos para ver..

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  2. Muito Legal,o Soulspell faz a sua própria musica ,sem deixar as gravadoras comandar e oque acaba estragando as bandas,enfim esse projeto ainda vai surpreender a todos mais uma vez!!!!

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O texto representa a opinião do autor e não a opinião do elegiaecanto.com ou de seus editores

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