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segunda-feira, 23 de dezembro de 2013

Resenha: Open The Road Festival II

O domingão paulistano (dia 15/12) foi agraciado com a segunda edição do “Open The Road Fest”, que rolou na ótima e interessante casa de shows “Via Marquês”. O evento – muito pontual, o que é importante principalmente em um domingo – contou com a participação das bandas Violator, Benediction, Ratos de Porão e D.R.I.

As 18 horas as apresentações foram iniciadas com a banda brasileira de Thrash Metal Old-School Violator. Formada em 2002, os membros já contam com uma interessante trajetória, inclusive internacional. O show contou com extrema presença de palco, grande interação com o público, além de inúmeros mosh-pits. O baixista e frontman Pedro “Poney” Arcanjo agradeceu aos presentes inúmeras vezes, além de criticar o separatismo que existe dentro do mundo do rock/metal (infelizmente, talvez eles tenham exagerado um pouco nos discursos, esfriando a apresentação). O repertório contou com excelentes execuções, como “AtomicNightmare”,
“EndlessTyrannies” e “ToxicDeath”.

Em seguida, às 19 horas, subiram ao palco os ingleses do Benediction, com um som extremamente pesado, com ótimos riffs, além de um vocal pra lá de consistente de Dave Hunt, que marcou presença desde a primeira faixa executada (The Grey Man). Os presentes foram agraciados com ótimas porradas, em especial “PaintedSkulls” e “I BowntoNone”. Grande parte da discografia da banda (9 discos) estava presente no show. Infelizmente, na apresentação, os seguranças exageraram um pouco com o público, talvez pela falta de preparação em lidar com a forma que os amantes do metal curtem os seus shows, levanto o vocalista a solicitar que eles pegassem leve no trabalho, pois “a molecada só está se divertindo”.

Pouco após as 20 horas começou o descontraído, rápido e pegado show do Ratos de Porão. Banda de longa história no cenário nacional, e liderada por João Gordo, fez um show que não decepcionou, a começar pelo figurino do vocalista, que flertava com o visual do Mickey Mouse. Letras fortes, de conteúdo bem próximo à realidade brasileira, sem qualquer falácia ou pudor, aliadas ao instrumental pra lá de ardente, contagiaram os presentes, que deram inicio a constantes mosh-pits..Destaque para as faixas “Peste Sexual”, “Igreja Universal”, “Paranóia Nuclear”, “Ignorância” e “MadSociety”.

O fim do espetáculo contou com a banda D.R.I., que incendiou a Via Marquês. Desde o início, aliás, não havia como não notar a presença de palco do baixista da banda. A começar, pelas máscaras estranhas e inusitadas que usava. Além disso, ele chegou a descer do palco e ir tocar no meio da galera em parte da apresentação. Aliás, nos shows anteriores, ele sempre deu as caras fazendo alguma coisa estranha no palco, como oferecer pirulito (ou algo parecido) aos membros do Violator. 
Alguns problemas técnicos chegaram a paralisar o show em certo momento, mas nada que estragasse aquela noite de pancadaria total. “Beneath The Wheel”, “ManifestDestiny” e “SuitandTie Guy” foram apenas algumas das diversas músicas tocadas pela banda. O encore foi executado com as faixas "Abduction", "ViolentPacification” e “Five YearPlan”, sendo a última marcada pelo coro I Win, YouLose entoado pelos presentes. 

Fotos do evento clique nos links Abaixo:






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